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O surgimento do bebê antecede seu nascimento. A escolha do nome, a organização doméstica para recebê-lo, a escolha da equipe assistencial contribuem para a formação de um sujeito, que a priori é imaginário. O encontro entre o bebê idealizado e o bebê real acontecerá no momento do nascimento. Sendo assim, compreendemos que o nascimento de um bebê é um momento de grande importância na vida dos pais. A chegada do recém-nascido traz consigo diversas implicações no contexto familiar. Entretanto, existem situações que podem dificultar o estabelecimento do vínculo entre a família e seu bebê como: luto perinatal e puerperal, dificuldades perinatais, bebês com diagnóstico de anomalias ou síndromes e que implicam em sofrimento para todos envolvidos.

 

O psicólogo atua no sentido de apoiar a família, auxiliando na superação dos sentimentos negativos, viabilizando assim o estabelecimento do vínculo entre a família e seu bebê.

O surgimento de afecções orgânicas acarreta alterações no cotidiano de quem adoece bem como de seus familiares, causando uma instabilidade nas relações psicossocias dos envolvidos. A necessidade de internação, de intervenções médicas, bem como as mudanças nos hábitos de vida é acompanhada de emoções e afetos alheios ao desejo do sujeito. Muitas vezes, o efeito psíquico da doença se manifesta por alterações na imagem corporal, na autonomia em relação às atividades da vida diária, na diminuição da autoestima, acompanhados pela sensação de incapacidade diante da própria vida.

Diversas variáveis estão presentes na forma de enfrentamento da situação de doença; características de personalidade, suporte familiar, desenvolvimento espiritual, relação de confiança com a equipe de saúde, projeto futuro, responsabilidade diante do tratamento, entre outras.

 

A intervenção especializada mediante situações de crise tem como objetivo restabelecer junto ao sujeito e sua família a competência pela máxima autonomia de sua rotina, considerando a importância pela responsabilidade pelo seu tratamento. A capacidade em atribuir sentido aos eventos da vida confere ao homem um diferencial em relação a todas as outras espécies e é o que garante a possibilidade de enfrentamento perante as situações de crise, além de sustentar o trabalho terapêutico.